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Estação em Movimento

domingo, 8 de julho de 2007

GRADE DE PROGRAMAÇÃO



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Postado por Movimento Teatro de Grupo às 08:15 3 comentários:
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Estação em Movimento

Texto de Abertura

No início, os planos foram traçados para pôr os vagões nos trilhos. Mas, veio a notícia terrível: Deu Palla. E não era só Candonga que inventaram Porque todos sabemos: nos dias de hoje, Projeto que é só aprovado corre o risco de ser de-captado.
Convocamos os maquinistas para uma reunião na Kabana Atrás do Pano, para uma confabulação.
Não demorou muito e ZAP: a idéia surgiu com força. A ordem era virar a urucubaca do Avesso. Transformar em benefício o peso. Uma decisão Drástica! Assim, o pessoal Reviu a Volta triunfal dos sonhos.
Chamamos a galera, afinal a empreitada carecia de Companhia Forte. Quem era Tal Companhia? Tinha que ser Lúdica. Pessoal de Fibra, que efetivamente Produz Ação Cênica. Gente que enxerga melhor que Olho de Gato, Tão alto quanto Perna de Palco.
No movimento dessas estações, vieram todos: Os Farroupilhas e suas roupas maltrapilhas Os Negros e a sua Atitude.
Contamos até com o trabalho de um Pierrot Lunar, Que era pra levar uma estação até a Luna Lunera.
E não se assuste! Nossas estações funcionam também no Olho da Rua. A malha viária é uma verdadeira Trama muito bem feita.
Antes dramática, a situação melhorou: ficou Acômica.
E como priorizamos o coletivo, Tínhamos que começar dando o Grupontapé inicial.Sim, um pontapé em grupo.
Sejam bem-vindos: as estações já estão em Movimento.

3ª Mostra de Teatro de Grupo

Movimento Teatro de Grupo
Criado em 1992, o Movimento de Teatro de Grupo de Minas Gerais nasceu com o objetivo de fomentar a produção teatral em grupos, nos planos artístico, pedagógicos, políticos e sociais. Atualmente, formado por 19 Grupos de Teatros associados, o MTG já promoveu diversas ações culturais na capital e interior do estado de Minas Gerais. A 1ª mostra, realizada em 2001 na Serraria Souza Pinto, atraiu cerca de 14.000 pessoas e a 2ª mostra, em 2003 na Casa do Conde, o publico chegou a 13.300 pessoas. Além das mostras, o MTG produziu em 2003 o “Projeto Indústria Cultural SESI Minas”, com uma parceria bem sucedida com o SESI Minas, perfazendo 66 ações em 28 cidades do Estado. De 1996 a 2002, o Movimento de Teatro de Grupo foi co-realizador, a convite da Secretaria Municipal de Cultura, do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, evento que reúne grupos e montagens teatrais do país e do exterior.
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ENCONTROS

Seminário: Espaço, Vida Cotidiana e Emancipação
Dias 09, 10 e 11/07, às 19h. Com Claudinei Lourenço (UFMG)
e Sérgio Martins (UFMG). Local: Estação Lunar - Rua àlvares de Azevedo, 49 - Colégio Batista/BH.

Mesa Redonda: Grupos e Comunidades Integradas
Coordenação: Grupo do Beco - Dia 17/07, às 16h.
Local: Casa do Beco - Av. Arthur Bernardes, 3.876 - Barragem Santa Lúcia/BH.

3º Projeto Trançando Idéias - Palestra e Debate
Tema: A Arte e a Ocupação do Espaço Urbano
Coordenação: Produz Ação Cênica. Dia 21/07, às 14h.
Local: Grupo Produz Ação Cênica - Rua da Bahia, 1.148,
sala 624, Edif. Maleta - Centro/BH.

MTG

Criado em 1992, o Movimento de Teatro de Grupo de Minas Gerais nasceu com o objetivo de fomentar a produção teatral em grupos, nos planos artístico, pedagógicos, políticos e sociais. Atualmente, formado por 19 Grupos de Teatros associados, o MTG já promoveu diversas ações culturais na capital e interior do estado de Minas Gerais. A 1ª mostra, realizada em 2001 na Serraria Souza Pinto, atraiu cerca de 14.000 pessoas e a 2ª mostra, em 2003 na Casa do Conde, o publico chegou a 13.300 pessoas. Além das mostras, o MTG produziu em 2003 o “Projeto Indústria Cultural SESI Minas”, com uma parceria bem sucedida com o SESI Minas, perfazendo 66 ações em 28 cidades do Estado.
De 1996 a 2002, o Movimento de Teatro de Grupo foi co-realizador, a convite da Secretaria Municipal de Cultura, do Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, evento que reúne grupos e montagens teatrais do país e do exterior.

TELEFONES ÚTEIS

Teatro Francisco Nunes
(31) 3277.6335
Teatro Marília
(31) 3277.4697
Zap 18
(31) 3475.6131
Casa de Candongas
(31)3444.1964
Espaço Atrás do Pano
(31) 3542.8739
Espaço Cultural Matriz
(31) 3212.6122
Estação de Arte Kabana
(31) 3671.7520
Produz Ação Cênica
(31) 3222.3130
Casa do Beco
(31) 3344.1123
Estação Lunar
(31) 3444.7983

Sites dos Grupos do MTG

  • Cia Candongas
  • Cia Drástica
  • Cia Luna Lunera
  • Cia Pierrot Lunar
  • Grupo Farroupilha
  • Grupo Trama
  • Grupontape
  • Zap 18

Matéria Jornal HOJE EM DIA

Quarta-feira 04 de julho de 2007

Estação em Movimento reúne 21 espetáculos de BH e do interior

Miguel Anunciação
CRÍTICO/ESPETÁCULOS


A estação se põe em movimento mais uma vez: 20 grupos do Estado, sendo 14 da capital e seis do interior, exibem 21 espetáculos do seu repertório em Belo Horizonte e promovem debates, entre amanhã e o próximo dia 29. É a terceira edição do Estação em Movimento, evento promovido pelo Movimento Teatro de Grupo de Minas Gerais. O evento de hoje, na sede da Cia Candongas («é um encontro dos grupos participantes, uma tentativa de interação entre os presentes, inclusive das autoridades que possam aparecer», segundo Cláudio Dias, ator do grupo Luna Lunera e da direção do MTG), tem entrada franca.
Além de apresentações na rua e em espaços públicos - os teatros Marília e Francisco Nunes -, boa parte da programação deste 3º Estação estará abrigada em endereços dos núcleos participantes. «Ao elaborar a programação, percebemos a quantidade de grupos que conquistaram seus próprios espaços nos últimos anos. São muitos», enfatiza Cláudio.
«Quisemos reforçar a consolidação desta tendência, a relação que esses espaços mantêm com a comunidade onde estão inseridos, consolidá-los como locais de apresentação», justifica o ator, que destaca principalmente a profunda relação de acolhimento, espelhamento e ratifição que o grupo do Beco mantém com a população do Aglomerado Santa Lúcia.
Mais ou menos nos moldes que nortearam a programação do evento Verão: Arte Contemporanêa, os espetáculos escalados pelo 3º Estação também ficam em cartaz de dois a quatro dias. Na grande maioria dos casos, eles reservam uma das datas para debater com a distinta platéia como se deu seu processo de criação. Os ingressos têm preços módicos: R$ 5 e R$ 2, para parcerias com escolas públicas e através do Programa Extensão Cultural, da Fundação Clóvis Salgado. Diante de tantas opções e facilidades, só não irá ao teatro em julho quem for ruim da cabeça ou doente de mesmice.
Alternativas não faltarão: o público poderá ver (ou rever) desde estréias até montagens com amplo respaldo de crítica, caso de «Esta Noite Mãe Coragem», bem-sucedida versão da ZAP 18 para um clássico de Bertolt Brecht; «Dama da Noite», corajosa incursão da Cia Drástica à obra de Caio Fernando Abreu; «Nesta Data Querida», do Luna Lunera: e «Os Três Patéticos», do grupo Trama. Apenas dois espetáculos são estréias: «Ilha Desconhecida», do grupo Kabana, e «João Boa Sorte», da Cia Candongas.
Criado em 1992, o MTG já abriga associados do interior desde 2005, ao promover em BH um encontro para discutir a condição dos grupos teatrais de Minas. O convite era aberto a todos, associados ou não. Atitude assim tão receptiva volta a se colocar: sem poder contar com recursos de leis de incentivo («o projeto até foi aprovado na lei municipal, mas não conseguimos captar, mas temos apoios do Instituto Marista e da gráfica O Lutador», assinala Cláudio), o evento vai ter equânime distribuição da receita.
«Vamos somar toda a bilheteria e dividi-la igualmente. É uma primeira experiência neste sentido, vamos ver como ela funciona», frisa o ator, destacando a expressiva participação do interior no evento - bem comentado por quem já o assistiu, o Grupontapé, de Uberlândia, por exemplo, vez a Belo Horizonte pela primeira vez com uma montagem de rua, «Balaio Popular» -, enquanto diversos grupos da capital mantém projetos envolvendo artistas e grupos interioranos. Casos do Trama, ZAP 18, Luna Lunera, Cia Clara e Cia Lúdica...
Associados de longa data, os grupos Deu Palla e Cia Tal não participam desta edição do Estação em Movimento - as anteriores, na Serraria Souza Pinto, em 2001, e na Casa do Conde, em 2003, duravam só uma semana. A Tal porque mantém em repertório um trabalhoso espetáculo de rua. O Deu Palla porque tirou do forno espetáculo novo, mas deve exibi-lo primeiro no Chile.

Matéria Jornal O TEMPO

Começa o Estação em MovimentoGrupos teatrais mineiros promovem apresentação de 21 peças até o dia 29
Grupos teatrais de Minas Gerais reuniram suas forças e verbas para realizar, de hoje a 29 de julho, o projeto Estação em Movimento - 3ª Mostra de Teatros de Grupo de Minas Gerais, evento que promove a apresentação de 21 peças infantis e adultas a preços populares (confira programação desta semana no quadro ao lado). A novidade da atual edição fica por conta da descentralização dos espaços das apresentações, que chegam às sedes dos grupos, espalhadas por várias regiões da cidade.
"Como não tivemos o auxílio das leis de incentivo, fizemos o projeto por conta própria e isso abriu uma possibilidade muito bacana de utilizarmos os espaços que sediam os grupos, o que permite mostrar para a cidade o potencial que os espaços trazem, principalmente na convivência com as comunidades em que estão inseridos", afirma Gustavo Bartolozzi, presidente do Movimento Teatro de Grupo e integrante da Cia. Candongas e Outras Firulas.
A programação traz um painel diverso da produção teatral mineira recente, incluindo montagens apresentadas recentemente, como "Esta Noite Mãe Coragem", da Zap 18, e outras que já há algum tempo não eram conferidas pelo público belo-horizontino, entre elas o espetáculo "Nesta Data Querida", da Cia. Luna Lunera. "Embora todos os grupos trabalhem com uma visão crítica da realidade, estão presentes em cada um características específicas, como os questionamentos da estética contemporânea, o diálogo com a cultura popular, o improviso, a pesquisa e o riso que, nesse caso, não visa o lucro, mas a provocação", afirma Bartolozzi.
AGENDA - "Estação em Movimento", de hoje a 29 de julho. Informações pelo telefone 3224-8818 ou no site http://www.estacaoemmovimento.blogspot.com/

Publicado em: 05/07/2007

Matéria Jornal ESTADO DE MINAS

Quarta-feira 04 de julho de 2007
TEATRO

Saldando a velha dívida

Terceira edição do projeto Estação em Movimento leva as artes cênicas à periferia de Belo Horizonte. A diversidade de propostas e linguagens é sua principal característica
Janaina Cunha Melo

A terceira edição da Estação em Movimento – Mostra de Teatros de Grupo de Minas Gerais, de hoje ao dia 29, experimenta pela primeira vez uma programação descentralizada. O evento, realizado anteriormente na Serraria Souza Pinto e na Estação do Conde, vai ocupar agora teatros municipais e espaços de grupos que têm sede própria. A mudança, aponta o presidente do MTG e integrante da comissão gestora do encontro, Gustavo Bartolozzi, é determinante para a consolidação do festival.

No início, lembra Bartolozzi, foi importante a concentração das ações. Os dois primeiros anos foram fortes, com boa recepção de público. Cerca de 14 mil pessoas assistiram aos espetáculos oferecidos em cada edição. O grande salto, neste momento, avalia Bartolozzi, é confirmar a importância das “casas” dos grupos e ampliar o acesso às atrações por moradores de várias regiões. “Expandimos o festival, indo aos berços de criação, aos lugares onde tudo começa.. Com isso, ganhamos também parte das platéias, que são parceiras dos grupos nas comunidades”, afirma.

Retribuição

Moradores dos bairros Serrano, Cachoeirinha, Barragem Santa Lúcia, Vila Aparecida e Marzagão recebem parte da programação de 21 peças, infantis e adultas, com ingressos a preços populares. “Estamos devolvendo a essas regiões a contribuição delas no acolhimento das sedes dos grupos, mostrando um pouco do que é a produção do teatro em Minas”, justifica Gustavo Bartolozzi. As atrações também serão apresentadas nos teatros Francisco Nunes e Marília, e na Casa Cultural Matriz – os três na região central de Belo Horizonte.

Bartolozzi adianta que a mostra privilegia a diversidade, e por isso não há qualquer critério de unidade de caráter dos participantes. Enquanto uns partem de pesquisas contemporâneas, outros questionam a sociedade moderna e ainda há os que se desenvolvem a partir da cultura mineira, em particular, e da brasileira, de modo geral. A mostra também contempla grupos que exploram a interação com o público e a improvisação. Desse modo, explica o presidente do MTG, a Estação em Movimento potencializa as diversas abordagens de pesquisa de linguagem. “Para nós, é fundamental que cada um tenha seu próprio caminho, essa é a característica que o Movimento valoriza”, diz, ressaltando ainda que o evento quer envolver público e comunidade artística, e não apenas grupos participantes, como nas edições anteriores.

A cerimônia de abertura será hoje, para convidados. Amanhã, o grupo Atrás do Pano apresenta o espetáculo Toalha mágica e a Cia Lúdica dos Atores mostra Trabalhos de amor pedidos, no Teatro Marília. Na Casa das Candongas, o Grupo Fibra realiza o Brincando de brincar. Duas estréias estão incluídas na programação: A ilha desconhecida, do Kabana, com direção de Mauro Xavier e Tião Vieira, inspira-se em obra de José Saramago, com técnicas mista de ator, fantoche e manipulação direta de bonecos; já a Cia. Candongas mostra, pela primeira vez, o João Boa-Sorte, dirigida por Gustavo Bartolozzi, que parte da história de duas lavadeiras do Nordeste de Minas para abordar as crendices regionais. “O festival é uma oportunidade para todos terem acesso a um panorama da produção local por meio de ações e dos tipos de linguagens trabalhadas pelos grupos”, reforça.

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